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Da série “Onde Patrícia Nakamura estava com a cabeça quando” … comprou um CD de gaita de fole?

Férias. Intervalo merecido para corpo e mente, a ser desfrutado langidamente em meio a uma paisagem deslumbrante entre o mar e o campo, certo?

Errado.

Pra mim, férias são aqueles dias em que eu amasso minhas roupas numa mala desproposital – em que faltam coisas e sobram outras no fim da jornada -, pulo do aeroporto pra estação de trem, tiro um monte de fotos tremidas e, em ritmo de gincana do SBT, começo o dia visitando um mosteiro (emendando com castelo-museu-mirante-bistrô-monumento) e termino, com a língua de fora e os pés no maior estilo Abaporu, no boteco menos recomendado da cidade.

E, é claro, são dias de gastar dinheiro com toda a sorte de cacarecos imbecis à disposição dos turistas empolgadões.

Eu, apesar de ter resistido bravamente às tentações por dias, acabei caindo na tal armadilha nas minhas últimas férias.

Não me perguntem o porquê, mas fui parar em Glasgow no mês passado – não, não conheço vivalma por lá. Disseram que a cidade era legal e eu acreditei. Ao contrário dos municípios vizinhos, repletos de atrações, Glasgow não é uma cidade turística. É linda, cosmopolita, cheia de arranha-céus, cheio de gente bacana, mas meio sisuda.

Bem naquele fim de semana, a cidade abrigaria o Campeonato Mundial de Bandas de Gaita de Fole. Isso mesmo. Bandas de 12 países (entre eles Paquistão, Canadá e Austrália) esmerilham suas gaitas e bumbos em busca da glória mundial.

Você já ouviu uma gaita de fole ao vivo? Para os desacostumados, é mais ou menos como estar no meio de abelhas com TPM que resolveram montar uma colmeia dentro de um órgão de igreja. Dá vontade de abater a gaita (não o instrumentista, que costuma ser um fofo) a tiros. Causa muita dor na alma e perfuração no tímpano.

Mas voltemos ao campeonato. Sem mais nada para fazer em Glasgow, fui acompanhar a peleja internacional.

E não sei se foi a visão de vários louros altos de saia xadrez, a cerveja quente ou a batata recheada com haggis (cozido de miudos de ovelha)... o fato é que eu me joguei de corpo e alma, curti horrores. Torci pelo time da casa, filmei as apresentações, tirei fotos tremidas, levantei kilts de incautos e circulei satisfeita por horas.

Mas não era o suficiente para eternizar o momento. Eu precisava de um recuerdo da progressista Glasgow.

Lembre-se: Glasgow não é para turistas. Portanto, nada de chaveiro. Nem um ímã de geladeira sequer. Nem toalhinha. Uns postais vagabundos e olhe lá. Até que...

Naquela loja, naquela prateleira, ali no fundo, vejo um CD com uma capa inebriante (medonha), com o título “Pararell Tracks”. Era a coletânea dos maiores clássicos da gaitinha executados pela Banda-Marcial-Real da Escócia, ou algo parecido. Ao invés de guardar a grana para um café com bolo, torrei 12 libras no disquinho, o equivalente a 35 reais. Valeu a pena, pensei.

Pulo no tempo.

Ao voltar para São Paulo, já saudosa das minhas férias e sedenta por outras, resolvo ouvir o CD no carro.

Às 6h30 da tarde, tentando descer a rua da Consolação.

Aquele fuén-fuén-fuén misturado com buzinas de motoboys, motor de ônibus desregulado foi demais para meus pobres ouvidinhos. Foi "me dando nos nelvo".Esmurrei o volante, ri da minha própria cara, arremessei o CD no banco de trás e me afundei em autocomiseração.

Hoje, o pobrezinho está lá, dentro de uma imensa caixa de trastes recolhidos em viagens anteriores: pratinhos, canetinhas, camisetas, bonequinhos, chaveirinhos, vidrinhos de areia colorida, colares de miçangas... uma memorabilia de desperdício e cafonice.

A caixa me faz prometer não cometer mais essas pequenas extravagâncias que só ocupam espaço e custam verdadeiras fortunas. Juro que desse beliche eu caio mais.

Pelo menos, até a próxima viagem.

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Como assim o Corey Haim morreu?

E eu nem ia postar nada hoje, mas fiquei passada! Reconheceu essa foto aí de cima? Sim, é do “Os Garotos Perdidos” , aquele filme dos vampiros motoqueiros. E o moço do meio é o Corey Haim, que fez meia dúzia de comediazinha de adolescentes nos anos 80 e depois desapareceu.

E acharam ele morto hoje. Aparentemente por overdose. A informação saiu no perezhilton.com.

Tadinho.

Ele tava super deprê, não conseguia trabalho, tava numa pior. E deu no que deu.

Gente… é o fim de uma era.

Pois é. Até pela net o cara andou pedindo trampo. Pelo jeito, não rolou.

Pra matar a saudade do filme:

Gente, até outra hora que hoje não tá dando

Queridões: a casa caiu, o homem viu, a calcinha dela, que era verde e amarela.

La maison est tombée.

The house had fallen down.

La casa cayó.

Beijoca

Enquete da semana: atropelada pelo trio elétrico

É isso aí, bicho…

Eu ralei o cool na ostra para passar no vestibular. Duranga de marré de si, não pude fazer cursinho e me joguei sozinha nos estudos. Durante dois meses eu não saí de casa nem para ir à esquina. Sério. E passei em algumas públicas e algumas particulares concorridonas.

Então eu entendo que pessoa tem mais é que comemorar quando entra numa faculdade. E merece ser zoado, tomar trote e pagar mico.

E no meu caminho de casa pro gabinete tem quatro faculdades grandinhas. E todas elas com aquele monte de jovens bichos. Reconheço o esforço deles.

Mas um incauto teve as patchorra de bater no vidro do carro limpinho, com aquelas patas sujas de tinta, e bradar “tia, me dá um trocado”.

Má me subiu um quente e desceu um frio.

Só pude responder de uma forma bem educada:

“NÃO SOU SUA TIA, SÓ TENHO NOTA DE CEM REAIS E SE QUISER DINHEIRO VAI TRABALHAR”.

Atrasada

Samara, Gáb, Poppys, Caroláine… eu preciso colocar o link dos respectivos blogs aqui no Mico… mas tá corrido pencas. Vou fazer tudo duma vez. Não me odeiem. Beijo.

Coisa que Patrícia Nakamura não entende – fetiche por sapatos ridículos

Crasse e legânça

Não sou exatamente uma pessoa ingênua, puritana ou tapada. Sei o que rola no mundão. Mas tem coisas que escapam do meu raso entendimento.

Alguém pode me ajudar a compreender a coisa? A criança aí de cima é a tal Lucite. A ocasião? A cerimônia do AVN Awards (o Oscar da indústria do cinema pornô).

A cabeleira loura? Ok.
A bocona? Ok.
Os peitões? Ok.
A cintura fina? Ok.
A carne à mostra? Ok.

Até aí tudo bem. O que eu não entendo é esse SAPATO HORRIPILANTE COM SALTÃO DE ACRÍLICO.

Sério, amiguinhos. Ponham reparo no saltão da pessoa. É tão escalafobético e enorme que é possível criar peixes betas dentro deles.
Ou criar uma colônia de formigas, sei lá.

Meninos podólatras: ok, tesão não se explica, se sente. Mas tenham dó, esse sapato não dá. Vocês já ouviram falar em Christian Louboutin? Até eu lamberia um par daqueles. Na caixa e sem uso, que fique bem claro!

Aproveitando: o que eu mais gosto da indústria da sacanagem é a cafonália imperante.Olhem só os modelos arrasantes.

Para constar: hoje passei o dia de vestido polo marinho e All Star vermelhos. Broxante, não?